A educação do consumidor
Vivemos numa sociedade impregnada de consumo. Somos, aliás, consumidores para toda a vida. Esta situação é completamente nova, em termos civilizacionais, iniciou-se depois da segunda guerra mundial quando nos países da América do Norte, da Europa Ocidental e em algumas regiões da Ásia e da Oceânia se instalou um modelo económico assente na produção, distribuição e consumo de massas.
Consolidou-se uma nova realidade no mundo dos negócios, na lógica da produção e da transformação dos bens e da apresentação dos serviços, todas as atividades comerciais tiveram que se adaptar às exigências de um mercado com cada vez mais escolhas e cada vez mais contratos. Nestas circunstâncias, o consumidor viu-se confrontado com a necessidade de conhecer as suas próprias necessidades e de estabelecer novas hierarquias, estabelecer critérios para as suas compras e adquirir comportamentos solidários e responsáveis, para procurar assegurar uma intervenção cívica, coerente e organizada, no consumo e nos seus efeitos nas atividades económicas e no planeta. A informação e a educação do consumidor constituiram-se como dois direitos fundamentais para assegurar um bom uso do dinheiro, escolhas seguras, responsabilidade face ao mercado e ao bem comum, e um acesso mais sustentado ao bem estar e à qualidade de vida.

As mudanças rápidas e os riscos potenciais do consumismo a que se assiste na sociedade atual, tornam um imperativo para quem é consumidor que ele tenha em consideração e reflita sobre as consequências das suas boas e más opções no que se refere ao consumo. Nenhum consumidor está, por si só, habilitado a fazer uma filtragem, de modo racional e crítico, das mensagens da publicidade que os assaltam a toda a hora. Os cidadãos precisam de informação e de educação que lhes permita alcançar uma consciência crítica, que os leve a distinguir entre necessidades reais e necessidades artificiais e o modo de as (...) Para saber mais

As competências gerais da EC prevêm: a construção e a tomada de consciência da identidade pessoal e social; a participação na vida cívica de forma responsável, solidária e crítica; a construção de uma consciência orientada para a preservação ambiental; a mobilização para o entrelaçamento de saberes culturais, científicos e tecnológicos com vista à compreensão da realidade e a poder abordar situações e problemas do consumo no quotidiano; desenvolver atitudes críticas face à quantidade e qualidade dos bens e serviços de consumo, em ordem a prevenir o risco, aprofundar o bem-estar e gerir o orçamento sem (...) Para saber mais
A educação do consumidor permite assegurar um bom uso do dinheiro, fazer escolhas seguras e mais responsáveis face ao mercado e ao bem comum, assim como um acesso mais sustentado ao bem estar e à qualidade de vida. Para saber mais
A EC abarca todos os segmentos da população seja qual for a sua classe de rendimento. É-se consumidor para toda a vida, há produtos destinados a todos os segmentos da população, a todo o momento carecemos de informação e de termos opinião sobre a essência das nossas escolhas. É aqui que a EC se pode revelar eficaz, evitando-nos compras escusadas, litígios inúteis, acidentes que podem ser prevenidos. Para saber mais

A EC decorre de um processo formativo, formal e não formal. Ensina-se na sala de aula, desde a pré-primária ao secundário, como exigência do ensino obrigatório, no contexto de Educação para a Cidadania. No ensino superior, a EC não é obrigatória mas é recomendável em diferentes níveis: na formação de professores, nos cursos subordinados às atividades económicas, de comunicação social e cultural, na antropologia e sociologia, por exemplo. Na educação ao longo da vida, os formadores deverão dispôr de ferramentas destinadas à reflexão sobre o que é ser consumidor no mundo em que vivemos e onde a política dos (...) Para saber mais