Consumo sustentável
De uma sociedade de consumo a uma sociedade de hiperescolha com um agravamento das desigualdades sociais e uma degradação ambiental surgiram respostas que conduziram a uma cidadania para o consumo, sendo o ponto de viragem a Agenda 21.
A sociedade de consumo separou radicalmente a produção do modo de consumo e tornou o cidadão totalmente dependente do mercado: as necessidades dos consumidores são resultado inevitável do que é produzido e oferecido no mercado, parece não haver salvação fora desse mercado. A grande diferença entre o presente e o passado é que com a passagem de uma sociedade de consumo a uma sociedade de hiperescolha (múltiplas apresentações, múltiplos formatos, múltiplos sucedâneos), com a diferenciação acrescida dos bens e serviços, com agravamento das desigualdades sociais e das múltiplas manifestações de poluição, surgiram algumas respostas associadas à responsabilidade:
Avançou-se assim na progressão da cidadania para o consumo em direcção ao desenvolvimento sustentável.
O ponto de viragem esteve na Agenda 21 (aprovada na Cimeira da Terra, em 1992) que contemplou e sugeriu uma nova abordagem integrada para modos de produção e consumo sustentáveis. Por esse tempo, emergia o consumo social e ambientalmente responsável também como resposta ao arranque da globalização, aos receios face às novas tecnologias (caso dos OGM) e às crises sanitárias relacionadas com os alimentos, isto para já não falar das novas preocupações com o turismo de massas, os transportes de mercadorias e a nova lógica do sistema financeiro internacional.