Consumo sustentável
O mundo está a mudar por nossa causa; para podermos salvar o que resta, também teremos de mudar.” (Bryan Walsh, 2008)
Com a sociedade de consumo perdemos gradualmente a relação sustentada do nosso desenvolvimento face à Natureza. Se é verdade que há hoje um clamor para cuidarmos da Terra, em simultâneo somos encorajados a consumir cada vez mais não importa o quê, sem tantas vezes questionar quer a proveniência dos produtos de consumo quer a sua composição ou consequências dos seus resíduos. Para aliviarmos a consciência por tanto ouvirmos falar em alterações climáticas, aquecimento da Terra e destruição da biodiversidade, por exemplo, lá damos alguma atenção ao ecoponto e aos detergentes concentrados. Até agora, ainda não encontrámos uma resposta consistente que nos possa levar a orientar os nossos modos de consumo para a sustentabilidade, e de uma forma organizada. Há até quem pense que as alterações climáticas são um assunto do Estado e das empresas, uma questão de fiscalidade e de gestão, isto como se a estrutura dos preços ou as vantagens ambientais não dependessem de uma reorientação de escolhas individuais, de uma nossa adesão aos grandes princípios do bem comum e da equidade. Chegou a hora de abandonarmos a nossa petrificação ou indiferença relativamente ao ciclo produtivo e ao nosso modelo de consumo e entrarmos no futuro através de um consumo que sirva o desenvolvimento sustentável.
Bryan Walsh (2008) Playing Climate Change Catch-Up